Toda vez que eu precisava gravar vídeo, era um drama: luz ruim, câmera improvisada, zero tempo. Eu não queria ser videomaker profissional, só precisava de vídeos semiprofissionais, bonitos o suficiente para Instagram, WhatsApp e aulas rápidas. Foi aí que descobri que dava para juntar ChatGPT e HeyGen: uma foto, um texto e duas ferramentas de inteligência artificial. Neste post, vou te mostrar exatamente como faço esse fluxo, passo a passo, para você copiar, adaptar e testar.
Como criei meu avatar com ChatGPT usando apenas uma foto
Antes de abrir o HeyGen, criei meu avatar no ChatGPT. Peguei uma foto minha e usei o seguinte prompt: “Crie um avatar baseado na foto que estou enviando. Retire o fundo e coloque um fundo verde chapado que possa ser utilizado na criação de vídeos, facilitando a adição de cenários.” No meu primeiro teste, já deu certo. Com esse avatar em fundo verde, consigo trocar cenários, reaproveitar a mesma imagem em vários vídeos e manter minha identidade visual.
Como me cadastrei no HeyGen em poucos minutos
Com o avatar pronto, fui ao site do HeyGen para criar a conta. Primeiro, cliquei em “Sign up”. Depois, escolhi entrar com meu e-mail, preenchi os dados básicos e confirmei o cadastro pelo link enviado. Em seguida, explorei rapidamente o painel: onde ficam os modelos, avatares, projetos e configurações. Essa volta inicial diminuiu meu medo da ferramenta. Comecei testando as opções gratuitas, só para entender o fluxo, antes de pensar em qualquer plano pago ou uso mais intenso.
Como criei meu primeiro vídeo no HeyGen, passo a passo
Para criar o primeiro vídeo, entrei no painel e cliquei em “Create Video”. Primeiro escolhi um modelo simples. Depois selecionei o avatar em fundo verde, ajustei o enquadramento e colei meu roteiro no campo de texto. Em seguida defini idioma, voz e velocidade. Assisti à prévia, corrigi palavras que saíram estranhas e simplifiquei algumas frases. Por fim, escolhi um fundo discreto, adicionei poucos textos na tela e mandei gerar o vídeo. A partir desse resultado inicial, fui ajustando.
10 dicas para turbinar seu vídeo no HeyGen
Escolher um avatar que pareça com seu público
Quando escolho o avatar, penso em quem está do outro lado da tela. Se o conteúdo é mais sério, uso roupa neutra e expressão mais contida; se é leve, escolho algo mais descontraído. Meu objetivo é que a pessoa olhe e pense: “esse conteúdo é para mim”. Quanto mais o avatar combinar com o assunto, com a faixa etária e com o estilo do público, maior a chance de gerar empatia e retenção logo nos primeiros segundos.
Escrever o roteiro como conversa, não como texto acadêmico
Roteiro para vídeo com IA não pode soar como TCC. Eu reescrevo tudo como se estivesse mandando um áudio de WhatsApp: frases curtas, linguagem simples e pausas claras. Evito parágrafos enormes, termos técnicos sem explicação e rodeios. Também uso ponto final com mais frequência para criar respirações naturais. Quando testei isso pela primeira vez, a diferença foi enorme: o avatar deixou de “declamar” e passou a parecer alguém conversando comigo de forma mais leve e direta.
Simplificar o visual e evitar poluição na tela
No início, eu colocava texto demais, ícone demais, tudo ao mesmo tempo. Ficava cansativo, principalmente no celular. Hoje prefiro um visual limpo: fundo simples, uma frase forte em destaque e, no máximo, uma palavra-chave de apoio. Se tenho muitas informações, divido em mais de um vídeo. Essa escolha ajuda o público a focar na mensagem e no avatar. Menos elementos concorrendo pela atenção significa mais clareza, melhor compreensão e maior chance de alguém assistir até o final.
Brincar com posição do avatar e aproveitamento do espaço
Uma forma simples de deixar o vídeo mais interessante é mudar a posição do avatar. Às vezes deixo no centro; em outras, coloco à esquerda ou direita e uso o lado oposto para textos ou imagens. É quase como montar um slide dentro do próprio HeyGen. Em vídeos educativos, essa “dança” de posição ajuda a organizar a informação visualmente. A pessoa sabe onde olhar: avatar falando de um lado, conceito ou palavra-chave destacado no outro.
Escolher bem a voz, o idioma e a velocidade
A voz é metade da experiência em vídeos com IA. Eu sempre testo diferentes vozes no HeyGen até encontrar uma que soe natural para o meu público. Ajusto a velocidade para não parecer narrador de comercial nem alguém arrastado demais. Quando há termos em inglês, nomes próprios ou siglas, reviso a pronúncia na prévia. Se necessário, mudo a escrita no roteiro para ajudar a ferramenta a pronunciar melhor. Isso dá um ganho imediato de credibilidade e compreensão.
Trabalhar com vídeos curtos e objetivos
Descobri rápido que tentar explicar o universo inteiro em um único vídeo é receita para perder audiência. Hoje defino um objetivo por vídeo: gerar curiosidade, explicar um conceito, convidar para uma aula ou chamar para o WhatsApp. Quando o assunto é grande, transformo em pequena série: parte 1, parte 2, parte 3. Isso combina com o comportamento de quem consome Reels, Stories, Shorts e até vídeos curtos em grupos de WhatsApp, sem cansar nem sobrecarregar ninguém.
Inserir chamadas para ação naturais e bem colocadas
Call to action boa não soa desesperada. Eu gosto de trabalhar em três momentos: começo com um gancho que mostra por que o vídeo importa; no meio, faço um convite leve, como “se fizer sentido, continua comigo”; e, no final, peço a ação principal. Pode ser “me chama no WhatsApp”, “salva este vídeo para testar depois” ou “marca alguém que precisa aprender isso”. Assim, construo relacionamento, não apenas mais um pedido de clique ou venda.
Usar cores e elementos alinhados à sua marca
Mesmo usando avatar e IA, dá para manter a cara da sua marca. Eu escolho fundos com cores próximas à identidade visual, uso fontes parecidas com as dos meus materiais e insiro o logotipo de forma discreta. Dessa forma, quando o vídeo aparece no feed, a pessoa reconhece que é meu, mesmo antes de ler o nome do perfil. Essa consistência visual ajuda o público a associar “aquele tipo de vídeo” ao meu trabalho e aumenta a confiança.
Criar pequenas variações e comparar resultados
Quando considero um roteiro estratégico, não fico na primeira versão. Crio variações mudando a frase de abertura, o avatar, o fundo ou o CTA final. Depois publico em momentos diferentes e observo qual trouxe mais visualizações, salvamentos, comentários e cliques. Já aconteceu de uma mudança simples na primeira frase dobrar o desempenho. Ao invés de depender de achismo, passo a repetir o que os números mostram que funciona melhor para meu público em cada rede social.
Ajustar o vídeo para cada rede social
Um mesmo vídeo pode ser adaptado para Instagram, TikTok, YouTube Shorts e até WhatsApp, desde que respeite o formato de cada canal. Para Instagram e TikTok, priorizo vertical, legenda grande e mensagens diretas. Para Shorts, sigo lógica parecida, às vezes com uma explicação um pouco mais completa. Para WhatsApp, vou ainda mais no ponto: vídeos curtos, objetivos e com chamada de ação claríssima. Assim, o esforço de criação rende bem mais e em vários lugares.
O que evitar ao criar vídeos com inteligência artificial
Aprendi alguns “nãos” na prática. Evito roteiros longos e cheios de conceitos em um único vídeo; fundos muito poluídos; textos pequenos demais na tela; trocar de avatar toda hora, quebrando a identidade; e linguagem técnica sem tradução para o cotidiano. Também evito vídeos sem legenda, com voz rápida demais ou sem qualquer chamada para ação. Cada um desses erros cria atrito para quem assiste. Quanto mais obstáculos, maior a chance da pessoa abandonar no meio.
Cuidados éticos ao usar vídeos gerados por IA
Vídeos com IA são poderosos, então é preciso responsabilidade. Eu não uso imagem de pessoas sem autorização, nem crio vídeos que possam ser confundidos com falas reais de alguém que nunca disse aquilo. Evito promessas exageradas, manipulação emocional pesada ou desinformação só para ganhar cliques. Sempre que o contexto pede, deixo claro que uso inteligência artificial na produção. A ideia é facilitar comunicação, ensino e vendas, sem enganar, distorcer fatos ou prejudicar a reputação de ninguém.
Perguntas frequentes sobre ChatGPT, HeyGen e vídeos com IA
Muita gente me pergunta se precisa pagar: dá para começar com os recursos gratuitos do HeyGen e só depois avaliar planos pagos. Outra dúvida é se esses vídeos podem ser usados em anúncios; sim, desde que respeitem regras da plataforma e direitos de imagem. Sobre duração, costumo ficar entre 15 e 60 segundos para redes sociais e um pouco mais para conteúdos educativos. E não, eu não recomendo usar foto de terceiros sem autorização para criar avatares.
E agora?
Usar ChatGPT para criar meu avatar e roteiros, e o HeyGen para transformar isso em vídeo, virou um atalho honesto e eficiente. Não viro videomaker, mas consigo vídeos semiprofissionais consistentes para Instagram, outras redes sociais e WhatsApp, mantendo minha linguagem e minha identidade visual. O grande ganho está em testar ideias rápido, ajustar a mensagem e manter presença constante. Se você seguir esse passo a passo e adaptar à sua realidade, provavelmente vai se surpreender com o resultado.
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