Branding de Performance: marca e conversão para gerar mais leads e vendas

Eu vejo o Branding de Performance (muita gente chama de brandformance ou full funnel) ganhar força porque ele resolve um problema clássico: quando eu foco só em conversão, eu viro refém de preço, criativo apelativo e CAC instável. Quando eu foco só em marca, eu demoro demais para sentir retorno no caixa.

A metodologia coloca os dois no mesmo plano. Eu construo percepção, confiança e lembrança enquanto otimizo o caminho até o lead ou a venda. Na prática, eu paro de criar uma “campanha bonita para marca” e outra “campanha agressiva para vender” e passo a criar um sistema único de mensagens, criativos, páginas e mensuração, do topo ao fundo do funil.

O que é Branding de Performance

Branding de Performance é um jeito de planejar e executar marketing em que marca e conversão trabalham juntas, com consistência e medição integrada.

Eu faço isso quando:

  • Uso a mesma promessa e o mesmo posicionamento em anúncios, landing page e atendimento.
  • Trabalho o funil completo, com sequência de mensagens, e não com um único anúncio tentando vender tudo sozinho.
  • Meço resultado com duas lentes ao mesmo tempo: métricas de marca (lembrança, busca pela marca, tráfego direto, intenção) e métricas de performance (CTR, CPL, CAC, taxa de conversão, receita).

O ponto central é simples: eu não aceito “performar” traindo a marca, e também não aceito “construir marca” sem criar um caminho claro para a próxima ação.

Quais empresas usam essa metodologia

Eu vou citar cinco exemplos com resultados publicados em estudos de caso (cada um dentro do seu contexto e canal):

  1. Zoopla (proptech)
    A Zoopla trabalhou uma campanha para reforçar posicionamento e, ao mesmo tempo, puxar ação no digital. O estudo da Think with Google reporta aumento de intenção do público e ganhos de performance, incluindo 14% de aumento em buscas de valuation (sinal de intenção) e crescimento de leads em 28%.
  2. Jasper (B2B SaaS)
    A Jasper usou uma estratégia full funnel no LinkedIn para sustentar um rebrand e converter demanda. O case reporta 226% de aumento em qualified leads, redução de 40% no custo por lead e aumento de 14% em pedidos de demo.
  3. Lacework (cibersegurança B2B)
    A Lacework testou rodar awareness antes e depois de etapas comerciais. No A/B test, as contas expostas aos anúncios de brand awareness tiveram 25% maior close rate, indicando impacto direto na eficiência do fundo do funil.
  4. BMW Group Malaysia (automotivo)
    A BMW Group Malaysia rodou campanha de geração de leads no LinkedIn e reportou 21% menor custo por lead e 42% menor custo por impressão versus benchmarks próprios, com foco em público de alto valor.
  5. Atlassian (B2B SaaS)
    A Atlassian buscou mensurar impacto de campanhas de marca e de geração de leads conectando dados de mídia com dados do CRM, e o estudo reporta 3,6x de ROAS, além de insights para otimização por criativos e público.

O que eu aprendo com esses exemplos: não é “um anúncio que faz tudo”. É uma arquitetura de funil, com consistência de mensagem e prova, e com medição séria do impacto.

Como a sua empresa pode aplicar na prática

Eu aplico Branding de Performance quando eu transformo marca em um sistema operacional de conversão. Para isso, eu sigo um caminho bem pragmático:

  1. Eu defino a tríade de clareza
  • Promessa: o que eu entrego, em linguagem simples.
  • Prova: por que dá para acreditar (cases, números, método, bastidores, demonstração).
  • Personalidade: como eu falo e como eu me comporto (tom, visual, postura).
  1. Eu desenho um funil com sequência
    Eu separo a comunicação por intenção:
  • Topo: eu ganho atenção e ensino o problema, sem empurrar oferta cedo demais.
  • Meio: eu comparo alternativas, quebro objeções e mostro prova.
  • Fundo: eu simplifico a decisão, reduzo fricção e acelero resposta.
  1. Eu alinho criativo, página e atendimento
    Se eu prometo “diagnóstico em 15 minutos” no anúncio, eu não posso levar para uma landing genérica e demorar 6 horas para responder no WhatsApp. A marca é vivida no detalhe. Performance depende disso.
  2. Eu mensuro com duas camadas
    Eu acompanho:
  • Performance: CPL, CAC, taxa de conversão, taxa de qualificação, receita.
  • Marca: buscas pelo nome, tráfego direto, recorrência, desempenho de remarketing, lift em intenção quando eu tiver estudo.

A ideia não é complicar. É evitar decisões cegas.

Checklist: 10 dicas para aplicar Branding de Performance sem virar teoria

  1. Eu escrevo uma promessa de 1 frase, sem adjetivo vazio
    Se não dá para repetir em voz alta e ser entendido na hora, eu ainda não tenho clareza.
  2. Eu escolho 3 provas e repito o ano inteiro
    Exemplo de prova: case com contexto + resultado + como foi feito. Evito prova genérica.
  3. Eu crio uma “biblioteca de criativos” por intenção
    Topo educa, meio prova, fundo converte. Eu paro de misturar tudo no mesmo anúncio.
  4. Eu amarro oferta com posicionamento
    Marca premium com desconto agressivo constante destrói confiança. Eu prefiro bônus, garantias e prova.
  5. Eu padronizo a landing page para virar um modelo
    Headline alinhada ao criativo, prova acima da dobra, CTA único, formulário curto, e velocidade.
  6. Eu trato o WhatsApp como parte do funil, não como improviso
    Roteiro, tempo de resposta, qualificação e follow-up. Marca também é atendimento.
  7. Eu uso remarketing com lógica, não com perseguição
    No remarketing eu mostro prova, comparativos, bastidores e objeções. Não fico só repetindo “compre agora”.
  8. Eu testo sem destruir identidade
    Eu testo ângulos, criativos e ofertas mantendo consistência visual e verbal. Teste não é bagunça.
  9. Eu separo lead de lead qualificado desde o dia 1
    Se eu não defino o que é lead bom, eu vou otimizar para volume e culpar o comercial depois.
  10. Eu planejo orçamento como portfólio
    Uma parte sustenta demanda futura (marca) e outra captura demanda presente (conversão). Os cases que citei mostram exatamente essa lógica funcionando em diferentes mercados.

E agora?

Eu vou te fazer uma pergunta direta: hoje, seus anúncios estão “comprando leads” ou estão construindo uma percepção que faz o lead chegar mais confiante e mais fácil de fechar?

Se você quiser, eu consigo transformar isso em um plano aplicado ao seu cenário em uma página: promessa, provas, sequência de funil, estrutura de campanhas, modelo de landing e roteiro de atendimento. A diferença prática aparece quando eu paro de pensar em campanha e começo a pensar em sistema.

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By Andre Aguiar

Conheça André Aguiar, um profissional multifacetado com formação em TI, matemática, publicidade, especialização em marketing digital e mídias sociais. André é diretor de marketing na DMX Web, Head de marketing da Pimentel e Lima Consultoria Jurídica e professor das Faculdades UNICORP, FAETEC-RJ e SENAI-RJ. Além disso, atuou como Head de Performance do Hotel Nacional - RJ, palestrante convidado na FGV (ES-RS) e professor do MBA em Marketing Imobiliário com ênfase no Digital na Faculdade UNICORP/THE SOLUTION.

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