Eu chamo de criativos dinâmicos a prática de transformar um anúncio em blocos combináveis, imagem ou vídeo, título, texto, descrição e CTA, para a plataforma montar variações automaticamente e entregar mais para o que performa melhor. A vantagem é simples: eu aumento a velocidade de aprendizado, encontro mensagens vencedoras com menos “achismo” e mantenho a performance mais estável mesmo quando o público começa a cansar do criativo.
O que é essa metodologia, na prática
Na prática, eu preparo um kit com várias opções de criativos e copies, e deixo o algoritmo combinar e otimizar a entrega em tempo real por público, posicionamento e dispositivo. Isso é comum em Meta Ads, Google Performance Max e recursos de automação criativa do TikTok. O método funciona bem quando há volume suficiente de impressões e conversões para o sistema aprender, e quando eu mantenho uma oferta clara e consistente.
Vantagens de usar criativos dinâmicos
Eu vejo ganhos bem previsíveis quando a empresa implementa direito:
- Mais velocidade para testar ganchos, benefícios e ofertas
- Melhor eficiência de mídia com redistribuição automática para o que converte
- Menos fadiga criativa, porque as combinações se alternam
- Personalização em escala sem multiplicar o trabalho do time
- Aprendizado reutilizável, eu reaproveito vencedores em anúncios fixos e em novas variações
- Mais consistência no funil, com mensagens diferentes para descoberta, consideração e conversão
Cases
Abaixo estão 5 casos reais, com números reportados pelos próprios players e parceiros.
Telenor: 3x retorno com automação criativa
A Telenor adotou automação e DCO para sair de anúncios genéricos e passar a mostrar “o plano certo e o aparelho certo” de forma personalizada, em jornadas por perfil de público. O resultado divulgado foi de 3x retorno em mídia paga social após implementar criativos dinâmicos com essa lógica de personalização em escala. Eu gosto deste caso porque ele mostra o ponto central da metodologia: quando eu padronizo o template e amplio o número de variações, eu ganho relevância sem perder consistência de marca.
Fashion&Friends: +73% ROAS e -50% CPA
A Fashion&Friends, uma multimarcas, enfrentava o desafio de converter o tráfego crescente em vendas. A estratégia citada envolve DCO com templates e testes de variações para acelerar o aprendizado do que realmente gerava compra. Os resultados reportados incluem +73% de ROAS e redução de 50% no CPA. Em fontes que citam o mesmo caso, também aparece um aumento de 62% em conversões de compra no site. Eu uso este exemplo para reforçar um cuidado: o ganho vem quando a oferta está clara e o criativo consegue “trocar de roupa” sem trocar a promessa principal.
Lindex: +27% em ROAS com Performance Max
A varejista sueca Lindex testou Performance Max em um mercado piloto para entender a diferença em relação a campanhas anteriores e, com otimizações contínuas, relatou aumento de 27% no ROAS desde a implementação. Para mim, a lição aqui é que criativo dinâmico não é só “imagem bonita”: em PMax, os grupos de assets viram matéria-prima para o sistema combinar mensagens e inventários, então eu preciso elevar o padrão dos textos e visuais porque eles aparecem em mais lugares e em mais estágios da jornada.
MoneyMe: +22% conversões e mais de US$ 800 mil em receita
A fintech australiana MoneyMe rodou Performance Max por seis semanas e reportou +22% em conversões, além de mais de US$ 800 mil em receita de novos empréstimos financiados. Em algumas referências do mesmo case, também aparece redução de 20% no CPA. O ponto prático para mim é: quando existe volume e um funil bem instrumentado, a combinação dinâmica de assets acelera a descoberta do que destrava conversão, e eu uso isso para separar rapidamente “criativo que chama atenção” de “criativo que fecha negócio”.
Uni Compare: +38,18% installs e -53,96% no CPI no TikTok
No case da Uni Compare, a estratégia publicada pelo TikTok destaca resultados como +38,18% em instalações e +43,29% em registros ano contra ano, com CPI 53,96% menor versus 2022. Eu considero este exemplo forte porque o TikTok deixa claro o racional de automação criativa: combinar assets, detectar fadiga e priorizar o que performa, o que é muito útil quando eu preciso de escala e eficiência em aquisição. Quando a empresa mede bem o pós clique, eu consigo provar se o ganho foi só de volume ou de qualidade do usuário.
Checklist: 10 dicas para implementar no dia a dia
- Eu começo com um objetivo único por campanha: lead, venda ou cadastro
- Eu valido rastreio: pixel, eventos, UTMs e conversões antes de escalar
- Eu construo um kit mínimo: 3 a 8 criativos e 5 a 10 variações de texto
- Eu mantenho uma única promessa por conjunto de anúncios, sem misturar ofertas
- Eu vario um elemento por vez no kit, por exemplo gancho, prova, benefício, urgência
- Eu crio versões por funil: descoberta, consideração e conversão
- Eu deixo orçamento estável por 3 a 7 dias para o algoritmo aprender
- Eu analiso por elemento, não só por anúncio, para identificar o que venceu de verdade
- Eu transformo vencedores em anúncios fixos para escalar com mais controle
- Eu rodo ciclos semanais: explorar variações, consolidar vencedores, descartar perdedores
E agora?
Se eu estivesse começando hoje na sua empresa, eu faria um piloto simples: uma campanha, uma oferta, um kit enxuto de variações e um período curto para aprender. Em seguida, eu formalizaria um processo semanal de otimização criativa, com critérios claros de decisão: o que escala, o que vira aprendizado e o que sai do ar. O erro mais comum é usar criativos dinâmicos como “solução mágica” para uma oferta ruim ou para um funil mal rastreado. Quando eu trato essa metodologia como disciplina, ela vira um motor de eficiência: eu reduzo desperdício de mídia, ganho previsibilidade e construo um repertório real do que o seu público responde. Se você quiser, eu consigo transformar este checklist em um modelo de briefing, pronto para o seu time executar toda semana.
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