Algoritmo do Instagram 2026: o que mudou e o que fazer agora

Em 2026, o Instagram reforça algo que eu ensino para a equipe e para os meus alunos o tempo todo: não existe um “novo algoritmo” único. O que existe é um conjunto de sistemas de ranking e recomendação, e cada parte do app, como Feed, Reels, Stories e Explorar, pode reagir de um jeito diferente ao mesmo conteúdo. Quando eu entendo isso, eu paro de procurar truques e começo a trabalhar método.

A grande mudança de cenário é o aumento do controle do usuário e o refinamento das recomendações por interesse. Em outras palavras: o Instagram tenta entregar conteúdos cada vez mais alinhados ao que a pessoa demonstra querer ver. Isso muda o jogo para quem cria conteúdo, porque tema claro, mensagem direta e utilidade real passam a decidir o resultado com mais frequência.

Alterações do algoritmo do Instagram em 2026

1) Mais controle do usuário sobre recomendações do Reels

O usuário passa a ter mais formas de ajustar o que recebe no Reels, com recursos e testes que permitem “ensinar” preferências ao app. Para mim, isso tem um efeito prático: se eu não deixo o tema evidente logo no começo, eu perco a chance de entrar na recomendação certa. Conteúdo bom, mas confuso, começa a sofrer mais.

2) Transparência: não existe um algoritmo só

O Instagram reforça que existem vários sistemas de ranking, cada um com sinais e objetivos próprios. Na prática, isso significa que eu não devo esperar o mesmo desempenho quando eu pego um conteúdo e só “replico” em todos os formatos. A estratégia precisa ser pensada por superfície e a análise também.

3) Ênfase em conexões recíprocas em testes de “Friends”

O Instagram tem testado formas de valorizar conexões mais próximas, destacando relações recíprocas em alguns contextos. Eu leio isso como um empurrão na direção de relacionamento e recorrência: quem conversa comigo, responde Stories e interage com frequência tende a me ver mais. Para social media, isso puxa o foco para comunidade, não só alcance.

4) Reels mais personalizado e mais difícil de agradar todo mundo

Com mais personalização, duas pessoas podem receber recomendações bem diferentes, mesmo seguindo perfis parecidos. Por isso eu vejo o conteúdo genérico perdendo espaço. Quando eu tento falar com “todo mundo”, eu não fico perfeito para ninguém. O algoritmo tem dificuldade de classificar e o público demora para entender se aquilo é para ele.

5) SEO dentro do Instagram fica ainda mais importante

O Instagram tenta entender o assunto do conteúdo para recomendar melhor. Então eu trato texto na tela, fala, legenda e palavras do nicho como parte da estratégia. Hashtags continuam úteis, mas elas não resolvem tema mal definido. Se eu quero ser encontrado e recomendado, eu preciso ser claro sobre o que eu entrego.

6) Recomendação como espelho do comportamento, com mais curadoria do usuário

Os sinais continuam vindo do comportamento do público, mas agora o usuário consegue “guiar” mais esse comportamento com preferências e escolhas. Isso eleva o nível de exigência: se meu conteúdo não gera retenção e não encaixa no interesse certo, ele para de ser entregue para pessoas semelhantes. O resultado fica mais previsível, mas também mais competitivo.

10 dicas para social media aproveitar essas mudanças

1) Eu defino pilares e mantenho consistência editorial

Eu escolho de 1 a 3 pilares e faço a conta funcionar em cima deles por semanas, não por dias. Isso ajuda o algoritmo a entender meu tema e ajuda o público a reconhecer meu perfil. Quando eu mudo de assunto o tempo todo, eu ganho picos aleatórios e perco construção. Consistência é o que transforma postagem em posicionamento.

2) Eu deixo o tema explícito no início do Reels

Eu começo com clareza, sem suspense desnecessário. Nos primeiros segundos, eu já digo o assunto no texto da tela e, se possível, também na fala. Isso aumenta a chance de retenção e reduz abandono. Se a pessoa entende rápido, ela decide ficar. Se ela não entende, ela passa para o próximo.

3) Eu transformo temas importantes em séries

Eu organizo conteúdos em sequência lógica: episódio 1, 2 e 3, ou “parte 1 e parte 2”. Séries ajudam a manter o público voltando, criam hábito e ainda facilitam o planejamento do calendário. Além disso, quando alguém cai em um episódio, tende a consumir os outros, o que melhora profundidade e recorrência.

4) Eu escrevo legendas com intenção de busca e contexto

Eu uso a legenda para explicar o que eu prometi no vídeo e para deixar claro: qual problema eu resolvo, para quem, e qual resultado a pessoa deve esperar. Eu coloco termos do nicho de forma natural, como alguém que realmente domina o assunto. Isso melhora compreensão do tema e favorece descoberta por pessoas com interesse real.

5) Eu crio conteúdos “salváveis” e “enviáveis”

Eu planejo conteúdos com utilidade prática: checklist, passo a passo, comparativo, modelo pronto, erros comuns e roteiro de execução. Esse tipo de post não depende de entretenimento para performar. Ele se sustenta por valor. E valor gera salvamentos, compartilhamentos e conversas. Para mim, isso é sinal forte de qualidade e costuma aumentar entrega.

6) Eu reaproveito conteúdo, mas com transformação de verdade

Eu reaproveito ideias, não “copio e colo”. Eu mudo o ângulo, o gancho, o exemplo, o público ou a profundidade. Eu também posso transformar um Reels em carrossel, um carrossel em Stories e um Story em post. Assim eu ganho escala sem perder originalidade. Reaproveitar com inteligência é produzir mais, sem parecer repetitivo.

7) Eu uso Stories para relacionamento, não só para preencher espaço

Eu trato Stories como canal de proximidade. Eu abro enquetes, caixinha, perguntas rápidas e respondo de forma consistente. Quando faz sentido, eu continuo no direct com naturalidade, sem parecer robótico. Isso aumenta intimidade com a audiência e tende a melhorar presença para quem já me acompanha. Conteúdo bom sem relação vira audiência fria.

8) Eu adapto a mensagem para cada superfície do Instagram

Eu penso assim: Reels é retenção e descoberta, Feed é clareza e aprofundamento, Stories é conexão e rotina. Então eu adapto formato, duração, ritmo e objetivo. Quando eu tento fazer tudo do mesmo jeito, eu desperdiço potencial. Quando eu respeito a lógica de cada espaço, eu faço a mesma ideia render mais, com menos esforço.

9) Eu analiso resultado por tema, e não só por formato

Eu não concluo “Reels funciona” ou “carrossel morreu”. Eu comparo temas. Às vezes, o formato está ok, mas o assunto está fraco, confuso ou sem promessa. Eu olho retenção, salvamentos, compartilhamentos, comentários e DMs, e cruzo isso com o tema. Esse tipo de diagnóstico é o que guia ajustes que realmente melhoram performance.

10) Eu uso prova curta para acelerar confiança e conversão

Eu coloco provas simples e rápidas: antes e depois, bastidor real, resultado, feedback, print, mini case e números quando for possível. Prova reduz desconfiança e ajuda a audiência a entender que aquilo funciona na prática. Se o alcance ficar mais qualificado, a prova precisa estar pronta, porque a pessoa certa vai chegar e vai decidir rápido.

E agora?

Essas mudanças empurram a criação de conteúdo para um nível mais profissional: clareza, consistência e valor. Com o usuário controlando melhor preferências e o Instagram refinando recomendações, conteúdo genérico tende a perder espaço. Conteúdo com nicho, promessa e utilidade tende a ganhar mais previsibilidade e uma base mais fiel.

Na prática, eu vejo um efeito comum: menos alcance aleatório e mais alcance qualificado. E alcance qualificado é o que vira conversa, lead e venda. A pergunta que eu deixo para a equipe e para os alunos é: o nosso conteúdo está fácil de classificar e irresistível para o interesse certo?

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By Andre Aguiar

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